A Pipa e a Boneca de Pano
Além dos contos, danças festas e
lendas, o folclore é marcado pelas tradicionais brincadeiras. As brincadeiras folclóricas
são aquelas que passam de geração em geração. Muitas delas existem a décadas ou
há séculos. Costumam sofrer modificações de acordo com a região e a época,
porém, a essência das brincadeiras continua a mesma da origem. Grande parte das
brincadeiras folclóricas envolve disputas individuais ou em grupos. Possibilitam também a integração e o
desenvolvimento social e motor das crianças.
A preservação destas
brincadeiras é muito importante para a manutenção da cultura folclórica. Por
isso, são muito praticadas, principalmente durante o mês de agosto que é
destinado ao folclore. Escolhemos duas brincadeiras que as crianças gostam
muito; a pipa e a boneca de pano. Não há criança que resista a estas
brincadeiras
A PIPA
As pipas nasceram na China
antiga. Sabe-se que por volta do ano 1200 a. C. foram utilizadas como
dispositivo de sinalização militar. Os movimentos e as cores das pipas eram
mensagens transmitidas à distância entre destacamentos militares.
No décimo segundo século, na
Europa, as crianças já brincavam com pipas. Vale a pena notar também o papel
desempenhado pela pipa como aparelho de medição atmosférica. O político e
inventor americano Benjamin Franklin utilizou uma pipa para investigar e
inventar o Para-raios. Hoje, a pipa mantém a sua popularidade entre as crianças
de todas as culturas.
Nós brasileiros conhecemos as
pipas através dos colonizadores portugueses por volta de 1596. Um fato pouco
conhecido de nossa História deu-se no Quilombo dos Palmares, quando sentinelas
avançadas anunciavam por meio de pipas quando algum perigo se aproximava - mais
uma prova de que a pipa era conhecida na África há muito mais tempo, pois os
negros já a cultuavam como oferenda aos deuses. Os nomes que a pipa ganhou aqui
derivam do animismo que o povo atribuiu ao objeto. Por sua semelhança com a
"arraia" ou "raia", a pipa é assim chamada em muitos
lugares do país. Por sua variedade de cores e pela circunstância de voo ela é
também denominada "papagaio”. O próprio nome "pipa" deriva da
semelhança que o objeto tem com a vasilha bojuda de madeira que serve para
conter líquidos; No Rio Grande do Sul é uma autêntica tradição espanhola o
velho costume de empinar pipas na sexta-feira santa. As pessoas saem cedo de
casa, com um farnel na mão e a pipa pendurada nas costas, e seguem para os
cerros da região, longe dos fios que fazem a transmissão de energia, para
dedicar-se ao esporte.
A BONECA DE PANO
Acredita-se que a boneca de pano
tenha origem africana, em nenhum dos textos que pesquisei isso foi confirmado.
Mas sabe-se que ela existiu em todas as civilizações. A boneca de pano reflete a cultura brasileira, servindo como
verdadeiro documento da expressão popular, oferecendo indicadores da condição socioeconômica,
uma vez que a define como própria do universo lúdico das crianças pobres,
refletindo a indústria doméstica e tradicional do país, além de estarem
presentes em todo o território nacional .As bonecas de pano eram feitas pelas
mães e avós e são usadas em brincadeiras pelas meninas para simular crianças
integrantes de uma família imaginária.
A boneca de pano mais famosa que
conhecemos é a Emília de Monteiro Lobato, a bonequinha mais falante e criativa
da nossa história. Emília, na
trama criada por Lobato, foi feita por Tia Nastácia para a menina Narizinho.
Nasceu muda e é curada pelo Dr. Caramujo, que lhe receitou uma "pílula
falante". Emília, então, desembesta a falar. Além de falar muito, também
costuma trocar os nomes de coisas ou pessoas por versões com sonoridade
semelhante. Utilizei os sites abaixo para realizar a pesquisa e vou
disponibilizá-los caso queiram saber mais.


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