sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Pesquisa sobre Brincadeiras Folclóricas: A pipa e a Boneca de Pano


A Pipa e a Boneca de Pano
                Além dos contos, danças festas e lendas, o folclore é marcado pelas tradicionais brincadeiras. As brincadeiras folclóricas são aquelas que passam de geração em geração. Muitas delas existem a décadas ou há séculos. Costumam sofrer modificações de acordo com a região e a época, porém, a essência das brincadeiras continua a mesma da origem. Grande parte das brincadeiras folclóricas envolve disputas individuais ou em  grupos. Possibilitam também a integração e o desenvolvimento social e motor das crianças.
        A preservação destas brincadeiras é muito importante para a manutenção da cultura folclórica. Por isso, são muito praticadas, principalmente durante o mês de agosto que é destinado ao folclore. Escolhemos duas brincadeiras que as crianças gostam muito; a pipa e a boneca de pano. Não há criança que resista a estas brincadeiras
                     A PIPA
         As pipas nasceram na China antiga. Sabe-se que por volta do ano 1200 a. C. foram utilizadas como dispositivo de sinalização militar. Os movimentos e as cores das pipas eram mensagens transmitidas à distância entre destacamentos militares.
      No décimo segundo século, na Europa, as crianças já brincavam com pipas. Vale a pena notar também o papel desempenhado pela pipa como aparelho de medição atmosférica. O político e inventor americano Benjamin Franklin utilizou uma pipa para investigar e inventar o Para-raios. Hoje, a pipa mantém a sua popularidade entre as crianças de todas as culturas.
       Nós brasileiros conhecemos as pipas através dos colonizadores portugueses por volta de 1596. Um fato pouco conhecido de nossa História deu-se no Quilombo dos Palmares, quando sentinelas avançadas anunciavam por meio de pipas quando algum perigo se aproximava - mais uma prova de que a pipa era conhecida na África há muito mais tempo, pois os negros já a cultuavam como oferenda aos deuses. Os nomes que a pipa ganhou aqui derivam do animismo que o povo atribuiu ao objeto. Por sua semelhança com a "arraia" ou "raia", a pipa é assim chamada em muitos lugares do país. Por sua variedade de cores e pela circunstância de voo ela é também denominada "papagaio”. O próprio nome "pipa" deriva da semelhança que o objeto tem com a vasilha bojuda de madeira que serve para conter líquidos; No Rio Grande do Sul é uma autêntica tradição espanhola o velho costume de empinar pipas na sexta-feira santa. As pessoas saem cedo de casa, com um farnel na mão e a pipa pendurada nas costas, e seguem para os cerros da região, longe dos fios que fazem a transmissão de energia, para dedicar-se ao esporte. 
                   A  BONECA DE PANO
         Acredita-se que a boneca de pano tenha origem africana, em nenhum dos textos que pesquisei isso foi confirmado. Mas sabe-se que ela existiu em todas as civilizações. A boneca de pano  reflete a cultura brasileira, servindo como verdadeiro documento da expressão popular, oferecendo indicadores da condição socioeconômica, uma vez que a define como própria do universo lúdico das crianças pobres, refletindo a indústria doméstica e tradicional do país, além de estarem presentes em todo o território nacional .As bonecas de pano eram feitas pelas mães e avós e são usadas em brincadeiras pelas meninas para simular crianças integrantes de uma família imaginária.
         A boneca de pano mais famosa que conhecemos é a Emília de Monteiro Lobato, a bonequinha mais falante e criativa da nossa história. Emília, na trama criada por Lobato, foi feita por Tia Nastácia para a menina Narizinho. Nasceu muda e é curada pelo Dr. Caramujo, que lhe receitou uma "pílula falante". Emília, então, desembesta a falar. Além de falar muito, também costuma trocar os nomes de coisas ou pessoas por versões com sonoridade semelhante. Utilizei os sites abaixo para realizar a pesquisa e vou disponibilizá-los caso queiram saber mais.


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